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O Smigol que Existe Dentro de Nós

 

Smigol é uma figura da trilogia “Senhor dos Anéis”. Figura esta que demonstra os altos e baixos sobre seus sentimentos, sobre quem realmente ele é, sobre suas decisões ou sua vontade. É como se existissem dois Smigol em um: sendo que um pende para as inclinações mais baixas e destrutivas, enquanto o outro pende para o controle dessas inclinações desastrosas, é a voz que diz que estas coisas não são necessárias para vida simples. Por conseguinte Smigol se vê na necessidade de lutar contra essa “infernização” de seu ser.

No filme parece que a natureza rebelde e desastrosa ganha força, à proporção que os acontecimentos favorecem a manifestação desta natureza aparentemente demonizada, onde qualquer ambiente exterior ou não dependendo das características que os formule, pode desencadear cada vez mais forças que favorecem o manifestar dessa natureza desastrosa e demonizada.

Permita-me dizer que Smigol é uma bela caricatura da nossa natureza humana, isto é, todos nós temos um Smigol se debatendo dentro de nós, ou melhor, somos Smigol pelas ruas e esquinas da vida.

Levando-se em consideração que vivemos nos debatendo para consolidar ou “constancializar” uma natureza que não é ou, por assim dizer, não pertence a nós. É como se nossa natureza que se manifesta todos os dias fosse tentativas arquitetadas de algo visto ou não daquilo que gostaríamos de ser. Enquanto outra natureza voraz vive a dizer dentro de nós que precisa respirar pelos poros da insubmissão e circular pelas veias da loucura. Não gostamos da natureza impetuosa, ao mesmo tempo que nos alimentamos dela; não gostamos desta, ao mesmo tempo que vivemos dialogando com ela. Vezes ou outra nos vemos armando um ambiente para que a natureza demonizada se manifeste sem ser impedida. Após a manifestação a nossa consciência se vê martirizada, pois, sempre uma voz sem endereço nos diz que algo está fora de controle.

Qual voz seguir? Qual natureza devemos nos inclinar? Tendo em vista que esta dualidade nos deixa cansados psicologicamente.

Alguma dessas duas naturezas precisa morrer. Certamente precisamos matar a sangue frio a natureza desastrosa que possui sua raiz na “malignidade”. Devemos matar sem dó tal natureza, promovendo a desconhecida liberdade. Não usaremos para esta morte nem um método ou estratégia de um assassino, uma vez que, para este tipo de morte não há instrumentos visíveis nem rotinas a serem cumpridas, nem dogmas a serem obedecidos. Esta morte se dá pela fé cuja direção aponta para o “Cristo e este crucificado”, levando-se em consideração que a cruz deixa de ser solitária quando cremos que a natureza rebelde estava lá, sendo morta, fulminada juntamente com Cristo. Para que esta morte se torne algo verídico em nosso ser é necessário crer, somente crer, fazer uso da fé Bíblica. Tendo vista que a fé não é um salto no escuro, mas um olhar sobre a Cruz de Cristo, o ponto de morte que gera vida, que nos transpassa sem gerar dor, nos concedendo o sentido exato da vida.

Quanto mais eu creio mais a minha natureza desastrosa se desfaz na cruz de Cristo.

Osvaldo Costa

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CategoriasReflexões
  1. NILDO
    08/03/2011 às 0:11

    UMA DIGNA CHUPADA DO PAPO DE GRAÇA !!!!!TÁ VALENDO NÃO MANO ?!!

    • 08/03/2011 às 22:16

      Hehehe!! Com certeza!! aquela mensagem do Caio foi muito forte e me inspirou para que eu fizesse tal texto.

      Obrigado!

      Um forte Abraço

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